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Massacre na Serra: Inter impõe 4 a 1 no Grêmio e é tetracampeão gaúcho


É possível um jogador sozinho conquistar um campeonato? Difícil. Mas um jogo torna-se tarefa até plausível. Ainda mais quando a partida é um Gre-Nal. E o jogador é D'Alessandro. Como um Rei Midas, em que tudo que toca vira ouro, o argentino, baixinho de obstinação napoleônica e predestinação incomum para o clássico, conduziu o Inter para mais uma vitória sobre o Grêmio na tarde fria e ensolarada deste domingo, em Caxias do Sul. Mas, como dito linhas acima, é preciso mais para se levantar uma taça. É preciso de um time. E o Inter tem. Tem Alex, Alan Patrick e outros tantos destaques. O suficiente para humilhar o seu maior rival, no embate de número 401 da história. O 4 a 1 da tarde deste domingo em Caxias foi mais do que histórico. Além da goleada, dos gritos de olé e de Enderson Moreira forçado a colocar um volante para não levar mais, o resultado impiedoso faz do Inter tetracampeão gaúcho, o 43º título estadual no geral. Honraria que o mesmo D'Alessandro também pode se orgulhar. É o único titular presente nas taças levantadas desde 2011 no Rio Grande do Sul.
Jogadores erguem a taça de Campeão Gaúcho (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)Jogadores erguem a taça de Campeão Gaúcho (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)

Tudo começou no Gre-Nal 400, há dois domingos, em vitória de 2 a 1, de virada. Já esse triunfo com todo o jeito de massacre, de número 151 do Inter em clássicos, teve início, veja só, no menos inspirado pé direito de D’Ale, em chute firme, no canto baixo de Marcelo Grohe, após falha clamorosa de Werley na proteção de bola com Rafael Moura, aos 26 minutos do primeiro tempo. O He-Man a recolheu, rolando para o gringo. Um presente só maior que a satisfação dos colorados em ver o argentino jogar um Gre-Nal. Foi seu 22º clássico, seu oitavo gol sobre o Grêmio. Foi no Centenário, mas parecia o Beira-Rio.