Bolsonaro vai vetar reajuste a servidores públicos de atividades essenciais


O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que vai vetar o trecho do projeto de lei Complementar 39/20 que abre a possibilidade de concessão de reajuste a servidores públicos de atividades essenciais em meio à pandemia da Covid-19.

O texto enviado para a sanção de Bolsonaro foi aprovado por unanimidade pelos senadores na quarta-feira (6) após ser discutido na Câmara e no Senado. O projeto prevê um socorro financeiro de R$ 125 bilhões a estados e municípios. Em contrapartida, congelou os salários da maioria do funcionalismo.

No entanto, os parlamentares garantiram uma brecha para que o congelamento dos salários não atingisse os profissionais de saúde, de segurança pública e das Forças Armadas, servidores de carreiras periciais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de serviços funerários e de assistência social . Uma articulação na Casa incorporou os professores no bolo.

Nesta quinta-feira (7), Bolsonaro afirmou que vai vetar a concessão desse “benefício”.

“O que nós decidimos? Eu sigo a cartilha de Paulo Guedes na economia. E não é de maneira cega, não. É de maneira consciente e com razão. E se ele acha que deve ser vetado, esse dispositivo, assim será feito. Nós devemos salvar a economia, porque economia é vida”, disse Bolsonaro.

O ministro da Economia Paulo Guedes, que em fevereiro comparou servidores públicos a parasitas, defendeu que o funcionalismo fique sem aumento até dezembro de 2021.

“Eu estou sugerindo ao presidente da República que vete, que permita que essa contribuição do funcionalismo público seja dada, para o bem de todos nós”, afirmou o ministro.
Jacó Costa. Tecnologia do Blogger.