Pneumologista denuncia pressão por atestado de comorbidade para tomar vacina contra a Covid

 


A pneumologista Socorro Rodrigues, que atua na cidade de Mossoró, denunciou a pressão que vem sofrendo para liberar laudo médico atestando comorbidades inexistentes.

“Como médica pneumologista, venho aqui neste espaço denunciar a pressão que venho sofrendo de pessoas que me procuram na clínica, exigindo atestados/autorização para tomar a vacina contra o coronavírus”.

Isto vem ocorrendo devido ao fato de que, para garantir a imunização, é exigido ao paciente a apresentação de laudo médico, prescrição médica ou exame comprobatório para que a vacina possa ser aplicada.

Desde que as pessoas com comorbidades passaram a ser vacinadas contra a Covid-19, houve um aumento da procura por médicos especialistas nas doenças que constam na lista de prioridades do Ministério da Saúde.

Dentre elas estão pessoas com diabetes melitus, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doença cerebrovascular, imunossuprimidos, anemia falciforme, obesidade mórbida, doenças renais crônicas e pneumopatias crônicas graves (asma, por exemplo). Esta última, é a especialidade da Dra. Socorro.

Ela conta que os pacientes chegam ao consultório para realização da consulta e ficam insatisfeitos quando são informados que terão que realizar exames para avaliação do quadro clínico.

“Quando solicito o exame de espirometria ou algum outro específico para diagnosticar a asma, o paciente se frustra e até mesmo me faz acusações infundadas com o intuito de abalar a minha moral”, diz.

A médica lembra que não é possível atestar uma doença sem que haja uma comprovação por meio de exame e que não fornecerá laudo sem a devida certeza de que o paciente possui a patologia.

“Reitero aqui que a obrigação do médico é o de realizar o exame para constatar se tem a patologia ou não. Não compactuo com quem quer furar a fila e ficar a frente de quem realmente necessita de forma prioritária do imunizante. Entendo a ansiedade da população, mas respeitemos as orientações dos órgãos de saúde”, concluiu.

Mossoró Hoje


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