LUCRO PARA PETROBRAS E PARA O BRASILIEIRO O CHORO: A Petrobras registrou lucro de R$ 31,14 bilhões no terceiro trimestre deste ano

São Paulo (AE) -  Com a cotação do petróleo disparando no mercado internacional e os combustíveis cada vez mais caros no Brasil, a Petrobras registrou lucro de R$ 31,14 bilhões no terceiro trimestre deste ano. Assim, reverteu o prejuízo de igual período do ano passado. A retomada do consumo da gasolina e do óleo diesel, à medida que a vacinação avança no País, também ajudaram a petrolífera a engordar o caixa. Além disso, a estatal contou com um dinheiro extra que entrou com a venda da BR Distribuidora (atual Vibra) e com acordo firmado com sócios chineses no pré-sal. No terceiro trimestre do ano passado, a empresa teve prejuízo de R$ 1,5 bilhão.



 


Petrobras alcançou receita de R$ 121,59 bilhões no terceiro trimestre deste ano, 71,9% maior que a de igual período do ano passado

O lucro contraria as intenções do presidente da República, Jair Bolsonaro, que, nesta quinta-feira, em sua live semanal, disse que a Petrobras “tem que ser empresa que dê lucro não muito alto, como tem dado”.  A empresa tem sido alvo de ataques do presidente, por conta dos reajustes dos combustíveis. 

Volumes de venda e preços elevados favoreceram a Petrobras, dessa vez. A empresa também está sendo recompensada por apostar no pré-sal, onde estão seus campos mais produtivos e rentáveis. Nesse trimestre, a estatal vendeu 10,5% mais derivados de petróleo do que em igual período de 2020. Quase a totalidade dos produtos que comercializou foi fabricada a partir de matéria prima própria, com custos em reais. Os valores cobrados dos seus clientes, no entanto, foram calculados em dólar e alinhados ao mercado internacional, onde o petróleo não para de subir. 

Com o crescimento do barril de petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, de 70,9%, ante o terceiro trimestre do ano passado, a Petrobras alcançou receita de R$ 121,59 bilhões, 71,9% maior que a de igual período do ano passado.

Já o Ebitda (lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização), de R$ 60,74 bilhões, representou um avanço de 81,7%, na mesma base de comparação. 

A Petrobras ainda contou com US$ 2,9 bilhões das chinesas CNOOC e CNODC, uma compensação aos investimentos estatais feitos no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, do qual são sócias. Também ajudou a reversão de baixas contábeis do passado, relativas a ativas que passaram a valer à pena com o barril valorizado.

Com tantos fatores positivos, a empresa conseguiu reduzir ainda mais sua dívida bruta a US$ 59 bilhões, que ficou ainda mais próxima da meta de US$ 60 bilhões estipulada para o fim do ano. A dívida líquida ficou em US$ 48,13 bilhões.

A Petrobras reconheceu em suas demonstrações financeiras do terceiro trimestre uma receita de R$ 4,8 bilhões referentes a Imposto de Renda (IRPJ) e contribuição social (CSLL). O registro ocorreu após uma decisão do STF em 24 de setembro que julgou inconstitucional a incidência dos impostos sobre os valores correspondentes à taxa básica de juros (Selic) aplicada a indébitos tributários.


Segundo a empresa, foi publicada uma decisão judicial em primeira instância no âmbito do mandado de segurança ajuizado pela Petrobras, que reconheceu o direito à não tributação da Selic no indébito tributário. Do montante, R$ 4,1 bilhões se referem à recomposição do prejuízo fiscal referente aos períodos em que a companhia apurou base fiscal negativa, e R$ 700 milhões de impostos a recuperar. 

Jacó Costa. Tecnologia do Blogger.