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Lava Jato: Cerveró é preso pela Polícia Federal no aeroporto do Rio

Do G1
A Polícia Federal prendeu, pouco depois da 0h30 desta quarta-feira (14), o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Ele foi detido ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, acusado de envolvimento na Operação Lava Jato. A informação foi confirmada à GloboNews pelo advogado de defesa de Cerveró, Edson Ribeiro.
“Eu não conheço a fundamentação da prisão preventiva e desde já estranho essa prisão, já que ele havia combinado com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro que prestaria depoimento na quinta-feira e seria citado na sexta-feira”, afirmou Ribeiro.
Ainda de acordo com o advogado, Cerveró havia informado ao MPF-RJ e à Justiça Federal que faria uma viagem para Londres, inclusive fornecendo o endereço onde ficaria localizado. O ex-diretor foi detido em uma área interna assim que deixou a aeronave. De acordo com Edson Ribeiro, Cerveró deve ir para a sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), mas ele não soube precisar se seu cliente irá para o Sul do país diretamente do aeroporto ou se irá até a sede da PF no Rio antes de seguir viagem.
Nestor é acusado de participação em crimes como corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de capital entre 2006 e 2012, conforme a denúncia aceita em 17 de dezembro pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância.
Foi a última denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) na sétima fase da operação. Além de Cerveró, passaram a ser réus no processo: Fernando Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na estatal; e Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal. Além deles, a Justiça também aceitou a denúncia contra o doleiro Alberto Youssef, que já virou réu em outras ações.
De acordo com o MPF, Fernando Baiano e Nestor Cerveró são suspeitos de receber US$ 40 milhões de propina nos anos de 2006 e 2007 para intermediar a contratação de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México. Fernando Baiano era representante de Nestor Cerveró no esquema, ainda segundo a denúncia.