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EX-PREFEIRA MICARLA DE SOUSA PRESTA DEPOIMENTO, NA JUSTIÇA FEDERAL




Depois de ser questionada pelo advogado de Assis Rocha, “o tutor financeiro de sua família”, a ex-prefeita Micarla de Sousa chorou. Ela compareceu ontem à noite ao prédio da Justiça Federal em Natal, no bairro de Lagoa Nova, para responder sobre um possível envolvimento no suposto esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) durante a sua gestão (2009 - novembro de 2012).

Em depoimento de mais de uma hora, ela defendeu Assis Rocha e seus ex-auxiliares na Prefeitura, Fernando Luna, ex-secretário de Planejamento, e Bruno Macedo, ex-procurador-geral do Município, todos réus no processo movido pelo Ministério Público Federal. O processo é resultado da Operação Assepsia, que investigou contratos entre a Prefeitura de Natal e a Organização Social (OS) Marca. Essa organização social foi responsável por gerir os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Pajuçara.

Ao ser questionada se haveria enriquecido depois do período ficou à frente do poder Executivo de Natal, a ex-prefeita respondeu iniciando um choro: “Se eu tivesse saído mais enriquecida, minha família não teria vendido o maior bem, a TV Ponta Negra. Meu patrimônio diminuiu. E não foi só o meu, foi da minha família também”. Micarla chorou ao afirmar ter prometido no leito de morte de seu pai, o ex-senador Carlos Alberto de Sousa, que cuidaria do patrimônio da família daquele em momento em diante. Além disso, lembrou de questionamentos de um de seus filhos. “Mãe porque te chamam de ladra se a gente está passando pelo o que a gente passou?”, disse durante a audiência.