MINISTRO DA SAÚDE, MARCELO QUEIROGA, TESTA POSOTIVO PARA COVID-19

Queiroga estava com Bolsonaro em Nova York e precisará cumprir quarentena antes de voltar ao Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, testou positivo para covid-19 nesta 3ª feira (21.set). Agora, Queiroga, que está em Nova York como parte da comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia Geral da ONU, deverá cumprir uma quarentena de 14 dias antes de voltar ao Brasil. Todos os compromissos do ministro foram cancelados.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que Queiroga passa bem e "que os demais integrantes da comitiva realizaram o exame e testaram negativo para a doença". É o segundo caso positivo de covid-19 na comitiva de Bolsonaro. O primeiro foi um integrante do cerimonial da Presidência. 

Queiroga esteve com o presidente em quase todos os compromissos nos EUA. Na 2ª feira (20.set), os dois -- e outros ministros -- comeram pizza do lado de fora de um restaurante. Nesta 3ª, o ministro ficou ao lado de Bolsonaro durante visita ao Memorial 11 de Setembro, no local em que ficavam as torres gêmeas. 

Desde a chegada a Nova York, o presidente brasileiro tem sido alvo de críticas por não ter se vacinado contra a covid-19. Prefeito da cidade americana, o democrata Bill de Blasio chegou a dizer que, se ele não quisesse se vacinar, era melhor nem ir à Assembleia Geral.

Além das críticas, a comitiva de Bolsonaro também foi alvo de protestos durante a passagem por Nova York. Durante um dos atos, Queiroga, dentro de uma van, mostrou o dedo do meio, interpretado como sinal obsceno.

Discurso

Bolsonaro também foi criticado por opositores e pela imprensa internacional pelo teor de seu discurso na abertura da Assembleia Geral. O presidente criticou a ideia de um passaporte de vacinação, disse que as vacinas estarão disponíveis no Brasil para quem quiser se vacinar e defendeu o chamado "tratamento precoce", que consiste no uso de remédios comprovadamente ineficazes contra a covid-19.

Após a confirmação do diagnóstico positivo do ministro, oposicionistas usaram as redes sociais para comentar o caso. Vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou o episódio como "irresponsabilidade" e "vergonha para o nosso país": "O negacionismo e a ignorância matam".

Ex-titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) ironizou questionando se o ministro faria "tratamento precoce". João Gabbardo, que foi número 2 de Mandetta no ministério e hoje é coordenador-executivo do Comitê Científico de São Paulo, foi na mesma linha e perguntou: "Alguém pode me informar se é possível adquirir nas farmácias de New York medicamentos como Hidroxicloroquina e Ivermectina?".

Fonte: SBT News

Foto: Agência Brasil 

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