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Bombeiros encontram partes de rosto e arcada dentária nos escombros de prédio que desabou. Oficial acredita que restos mortais sejam do morador Ricardo Galvão, que era socorrido por militares quando o edifício foi ao chão


TRAGÉDIA EM SÃO PAULO
 Bombeiros trabalham para tentar localizar possíveis vítimas nos escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou no dia 1º de maio, em São Paulo
 Bombeiros trabalham para tentar localizar possíveis vítimas nos escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou no dia 1º de maio, em São Paulo - AFP

São Paulo - O Corpo de Bombeiros encontrou na tarde deste domingo, nos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou na terça-feira, dia 1º de maio, partes de uma arcada dentária superior e inferior e partes de um rosto.

Segundo o tenente Guilherme Derrite, provavelmente seja do morador Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, que morreu quando o prédio desabou.

"O material foi coletado, e o Instituto Médico-Legal (IML) realizará um exame para confirmar se os restos mortais são do Ricardo", disse Derrite.

No local também foi encontrada uma corda com 15 metros. De acordo com o tenente, a corda apresentava uma ruptura e, possivelmente, seja a que Ricardo estava segurando na hora em que caiu.

O trabalho do Corpo de Bombeiros continua na retirada dos entulhos. Segundo o tenente a remoção dos escombros deve durar mais dez dias.

Síndico de prédio vizinho diz ter feito alerta a autoridades

O síndico do prédio Caracu, Aparecido Guimarães Dias, disse neste domingo que comunicou há cinco anos à Prefeitura de São Paulo "descolamento" de cerca de 80 centímetros da parede do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou. Segundo ele, o edifício estava pendendo para a Avenida Rio Branco.

Era uma fenda de aproximadamente 80 centímetros. Colocamos uma tábua e cedeu; depois colocamos um rufo e também caiu. Ninguém dava assistência, ninguém se interessava por esse prédio", explicou Dias.

Por causa do desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, o prédio Caracu foi evacuado e interditado pela Defesa Civil. O síndico diz acreditar que os moradores poderão voltar aos apartamentos em cerca de 35 dias. "A parte estrutural do prédio está boa. Será necessário refazer a parte elétrica, que fica no subsolo", disse Dias.

Neste domingo, 6, um grupo de moradores, acompanhado do Corpo de Bombeiros, pôde entrar nos apartamentos para a retirada de pertences. De acordo com Dias, há 96 moradores no prédio, que foi construído em 1945 e inaugurado em 1957. O Caracu tem 115 apartamentos e 3 sobrelojas.


(Por Estadão Conteúdo)