QUADRILHA QUE AGIA NO RN E OUTROS ESTADOS DO NORDESTE QUE ALUGAVAM CARROS COM CARTÕES CLONADOS E VENDIAM OS VEÍCULOS É PRESA

 

Quatro golpistas cearenses foram capturados numa operação realizada na cidade de Teresina, no Piauí, pela Polícia Civil daquele estado, através do seu Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco). Três homens e uma mulher estariam alugando veículos de forma fraudulenta, utilizando cartões de créditos clonados. Os carros, porém, não eram devolvidos às locadoras após o fim do contrato. Estavam sendo vendidos em cidades  do interior do Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Pernambuco.
“Há duas semanas, fomos procurados pelo dono de uma locadora de veículos que nos informou que os carros eram alugados e não apareciam mais”, diz o delegado Daniel Pires, do grupo especial da Polícia Civil piauiense que prendeu a quadrilha na última quarta-feira (9).
“A gente começou uma investigação e descobriu que alguns desses veículos  teriam tomado o paradeiro de Pernambuco. Entrando com contato com a Polícia de lá, conseguimos apreender alguns dos veículos e aprofundamos a investigação”, completou o delegado.
“Laranjas”
De acordo com as autoridades, os criminosos usavam cartões clonados que eram  retirados em nome de “laranjas”, pessoas que emprestava sua identidade para o grupo em troca de dinheiro.
Um notebook e uma máquina para a clonagem de cartões foram apreendidos com os quatro estelionatários cearenses. Eram utilizados nos golpes no setor de aluguel de carros em Teresina.  “
Os quatro presos durante a operação foram identificados como  Breno Dionísio de Assis  Lacerda, Aírton Douglas de Sousa, Francisco Hilton Duarte Mendes e Maria  Kézia Viana Barbosa. Os quatro foram autuados em flagrante  por vários crimes e permanecem detidos em Teresina. A Polícia acredita que vários automóveis já teriam sido revendidos a terceiros com documentação falsificada.
“No interrogatório da pessoa que foi elencada como sendo a chefe do grupo, ela confessou que nesses quatro estados eles já fizeram mais de 200 golpes como esse, de alugar o veículo e não devolver e, depois, vender para uma pessoa que, às vezes, até sabia do ato ilícito. Os carros eram alugados, levados para outros estados e vendidos por um preço muito inferior ao de mercado para rodar em cidades de pequeno porte sem nenhuma ou com pouca fiscalização de trânsito”, completou o delegado Dainel Pires.

Fernando Ribeiro
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